Reformador, dezembro 1948, p. 281
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O homem
Abel GomesI Coríntios, XV:45 A vasa deletéria, a argila impura, Nas hábeis mãos do Oleiro Onipotente, No sexto dia, enfim, é criatura Dotada de razão e alma vivente. Do lodo original inda perdura A forma vil, o traço pestilente; Mas o Espírito eleva até a altura Invisível, da esfera refulgente. Vai a matéria aos poucos desbastando... Sublima-a para o Céu... Deixa o execrando Barro, e segue, mais leve, sempre adiante... Marcha feliz, mau grado o esforço enorme, Até que o Magno Artífice a transforme Em puro "espírito vivificante"! *
(13-7-47. Médium Porto Carreiro
Neto.) |
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